Visita ao Porto no âmbito do plano de Cidadania e Desenvolvimento - Literacia financeira

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   O relógio marcava as 6:30 da manhã, do dia 16 de abril de 2026, quando a jornada teve início. Partindo da escola com a promessa de um Porto por descobrir, o grupo de alunos do 12.ºano (CS, CT e LH) iniciou um périplo de 36 horas que culminou, no dia seguinte, com o regresso pelas 18:30, trazendo uma bagagem cultural sobre o Norte. Para esta aventura, tivemos o apoio do município do Bombarral que nos conduziu até a cidade invicta,  e que muito agradecemos.

   A chegada ao Porto marcou o início de uma análise profunda sobre o património. No Museu Nacional Soares dos Reis, a arte portuguesa foi o ponto de partida para discutir a evolução estética nacional. O grupo seguiu para o Jardim do Palácio de Cristal. A tarde foi dedicada à densidade histórica da Cadeia da Relação, espaço de opressão que hoje se converteu em centro de luz e fotografia, permitindo-nos refletir sobre a dualidade da justiça em Portugal. A subida à Torre dos Clérigos ofereceu uma perspetiva sobre a geografia urbana, antes de uma incursão pela Baixa noturna, momento em que se testemunhou a vitalidade sociológica da cidade contemporânea.

Uploaded Image   O segundo dia começou com a travessia da Ponte Luís I. Caminhar sobre aquela estrutura de ferro permitiu-nos contemplar o Rio Douro, percebendo como a geografia ditou o destino comercial da região. Ao regressarmos à margem direita, iniciámos a nossa subida pela história da cidade com paragem na Sé Catedral. De seguida mergulhamos na autenticidade do Mercado do Bolhão e seguimos para a elegância da Rua de Santa Catarina. Ao entrar no Café Majestic, sentimos que recuamos aos tempos da Belle Époque; é fácil imaginar ali os encontros intelectuais que moldaram o pensamento do século XX. O percurso culminou na Estação de São Bento, onde ficámos a "ler" os azulejos de Jorge Colaço.

   Regressamos às 18:30 do dia 17, cansados, mas com uma visão muito mais integrada do que é ser português. Esta viagem permitiu-nos fazer a intertextualidade que tanto nos pedem nos exames, ligámos a arquitetura da Sé à literatura camiliana, e a azulejaria de São Bento à História que nos define.

O Porto revelou-se como uma cidade de contrastes, entre o luxo do Majestic e o pregão do Bolhão, a verticalidade dos Clérigos e a serenidade do rio. Para nós, alunos do 12.º ano, foi a oportunidade perfeita para perceber que o conhecimento não está fechado em livros; está vivo, gravado no granito e nas gentes da Invicta.


Maria Carvalho, Maria Morgado e Tiago Porfírio (12.ºCS e 12.ºCT)


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Equipa do Projeto Cultura de Escola
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